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Alooo!

Uma das coisas mais engraçadinhas que eu percebi é que aqui as pessoas falam “Alôôô”.
Ah, eu = Lapin Fille (finalmente!). Voltando ao que interessa: Imagine-se no mercado, esperando a pessoa da frente passar as compras quando de repente você escuta uma saudaçao tao felizinha que parece que um sol daqueles de teatro de criança vai sair de trás da pessoa. Entao, isso é o alôôô, que provavelmente substitui o Hello em inglês. Zoadinho, zoadinho.

E de volta ao passado, a gente tinha colocado dois links do youtube que provavelmente empelotaram a coiseira e o post todo ficou fora de lugar. Alors, vao aqui os lazarentinhos de novo:

:**

Dia 16/08 finalmente conseguimos fazer uma viagem que há muito vínhamos planejando: Ville de Québec.Fomos acompanhados de nossos amigos Cenilia e Marcelo e mais tarde, já na Ville de Quebéc, o Ale e a Dani se juntaram a trupe.
O Marcelo foi na véspera buscar o carro que alugamos, um Toyota Matrix.
Saímos sábado as 5:20 da manhã, mas conseguimos pegar estrada mesmo as 6.O dia estava lindo, ensolarado, e estávamos todos contentes, parecendo crianças indo para o parque, apesar do soninho. No meio do caminho, fizemos uma paradinha para fazer um pipi básico, e a animação era tanta que eu e a Cê começamos a fazer a Dança do Quadrado (já não bastasse o ridículo da versão original, hehehe).
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Porém ao nos aproximarmos da cidade de Québec, um susto com o tempo: Fechou! Ficou de repente nublado, frio, cara de São Paulo quando o tempo fica

”garoôso”!
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Mesmo assim não desanimamos e fomos seguindo… Ao entrar na cidade, gente, eu não sabia para onde olhava primeiro!!
É tudo tão lindo!!! Eu queria ter mais uns 4 olhos naquele momento para conseguir registrar tudo!!!

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Vi umas macieiras carregadinhas de maças vermelhinhas, mas como estava no carro passando rápido, não dava para tirar foto.
Decidimos estacionar para curtir aquela beleza toda a pé, pois de carro fica difícil aproveitar. Depois de rodar um pouco, achamos um estacionamento bom, o da universidade de Laval (heim? Como assim, universidade de Laval em Québec?), que cobrava $6,00 por todo o dia.

DSC04121Universidade e estacionamento.

Descemos em direção ao velho porto, tudo sempre muito lindo. De vários ângulos, podíamos ver o Chateau Frontenac, que é incrível.DSC04206Quando chegamos numa ruazinha fofa, chamada rue du Petit Champlain , adivinhem só? De repente o céu mudou de novo e ficou o maior Solzão! Ficamos duplamente felizes: pelo sol e pela beleza da rua.  
DSC04159Ela é cheia de comércio, bem variada, tem restaurantes, docerias, lojas de souvenirs, lojas de roupas de frio infelizmente algumas vendendo roupas de pele :(   sempre cheinha de vazinhos de flores, toda enfeitadiha e talz…

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Fiquei especialmente doidinha-da-silva na loja que fabrica e vende produtos em vidro, ou seja, uma verrerie (tem vazos, anéis, copos diversos). É também uma espécie de museu de fabricação do vidro.
E fiquei igualmente doida pela loja que vende perfumes artesanais, com base em essências culinárias, ou de flores ou frutas. Tudo muito suavezinho e muuuuito cheiroso. Olha que legal esse restaurante, deve ser algum Lapin da família!

Até ai, a cidade estava quase vazia, mas de repente começou a encher de gente! A ruazinha, ficou parecendo a 25 de março, e as outras ruas, ficou parecendo o largo da Concórdia, quando ainda tinha camelots!

 

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Depois de passear e passear a fome bateu. Já era mesmo hora do rango, entao fomos no Bistrô Sus le Fort. Muito boazinha a comida. Tinha uma garçonete muito simpática que ficava prestando atenção na nossa conversa (estávamos falando inclusive da diferença de sotaque do quebecois e o francês que a gente aprende), ela parecia entender parte da conversa e as vezes até dava pitacos, sempre puxando para o lado do humor.
Atençao especial para necomprôpoh e bonapettchiziii falado aqui, huahuahua

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Engraçado que o  restaurante me pareceu as vezes estar um pouco barulhento, mas era só a gente parar de falar que ficava um silêncio sepulcral! Porque será né?
Cogitamos dar uma voltinha de barquinho no Saint Laurent, mas o preço de $ 30,00 por cabeça me pareceu muito salgado… Esses passeios de barco não enganam mais a família Lapin, costumam ser caríssimos e bem sem graça.
Depois subimos de novo a rampa e o soninho começou a bater. Estávamos esperando nossos amigos Ale e Dani, quando baixou uma nuvem de sono naquela praça, e believe me (!): boa parte da trupe (inclusive eu) deitou no banco e tirou um cochilo báááásico. Fui acordada pela Lapin-Fille rindo da gente (lógico que eu deitei no colo dela, né?)
Depois do sono e de encontrar os amigos, partimos para visitar outros belos pontos da cidade, conforme as fotênhas que vcs. verão.
E achamos uma loja que vende enfeites de Natal que me fez me sentir dentro de uma daqueles comerciais de Natal da Coca Cola, lembram?
Aliás, a cidade toda me passou a impressão de estar em um filme, é tudo tão lindo que parecia cenográfico!Depois de bater muita perna, lógico, deu mais fominha, fomos tentar achar outro restaurante. Porém tudo lotado, alguns até com mais de 2 horas de espera.Resolvemos procurar um restô mais longinho e demos sorte, encontramos.
As comida e a sobremesa estavam uma delicia, apesar da moça ter demorado para nos atender (tadinha, a colega dela que atendia a área sumiu!).
Depois uma paradinha para abastecer e seguimos para o B&B (Bed and Breakfast, uma espécie de pousada familiar para quem não conhece) que fica há 52 kms de Ville de Quebéc. Não, não tinha nada mais perto disponível !! Aliás, tudo está lotado num raio de até 120 kms da Ville de Québec nesta época do ano. O próximo final de semana será ainda pior neste quesito, pois a queridinha-mor do pais, Celine Dion (aqui ela é simplesmente Celine ) fará show na Ville por ocasião dos 400 anos de Ville de Québec.
Preciso confessar que dormi o trajet quase todo. S´acordei quando o carro saiu da estrada e virou na rua do B&B. Tks ao Ale e a Dani, que conseguiram enxergar a minúscula plaquinha no meio da estrada escura indicando a entrada.
Chegamos na pousada as 0:00hs (pensei que fosse virar abóbora). Achei a pousada muito fofitcha e limpinha. No dia seguinte, descobri que estávamos bem no meio das montanhas! Apesar da paisagem linda, fiquei imaginando que ali deve fazer uma frio ainda mais térrivi no inverno. Deuzulivre!
Gente, a paisagem é linda até do banheiro!! Aff, imagine fazer nr. 02 com essa paisagem?? Hahahaha!

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DSC04454a pousada

Também descobri que essas mesmas montanhas são estação de esqui e outras atividades de inverno, ou seja, a pousada deve ter movimento o ano todo.O café da manha estava uma delicia, a dona da pousada, Mme Denise nos serviu entre outras coisitchas gostosas, pain dorée e muffins de banana. Ela é muito simpatiquinha, uma Vovó profissional, sabe?
Depois ficamos brincando até dar a hora de irmos embora. E na hora de ir embora a Mme. Perguntou de onde éramos, quando eu comentei que era do Brasil, ela disse que os primeiros hóspedes dela, que foi há 2 anos, eram um casal de brasileiros que foram passar a lua-de-mel deles lá. Ela disse que os brasileiros trouxeram sorte para ela.
Saindo de lá fomos conhecer a basílica de Notre Dame que fica em Sainte-Anne de Beaupré.
A igreja é linda. Não freqüento igrejas, mas gosto de apreciar a arte e arquitetura delas.

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Mais umas visitinhas por lojinhas de souvenir e resolvemos almoçar por lá mesmo, pois a Ville estaria lotada de novo. Foi muito bom fazer isso, pois encontramos um restaurante muito simpático com uma comidinha bem totósinha, (mais estilo caseirinho), bem tranquilinho e com precitchos camaradas.
Para variar um pouco, comemos, bebemos, falamos e rimos muito. Só não entendo esse negócio de restaurante ficar quieto quando a gente para de falar. Tecontá, viu?

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Saindo de la fomos para a Cachoeira de Montmorency! Linda!Linda! Linda.
Vcs. acreditam que toda essa água simplesmente congela? Eu a Ce e o Marcelo, apesar do cansaço, só sossegamos depois de ver a cachoeira de cima! A subida pela escadaria compensou a vista!

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Pena que tivemos que sair correndo igual uns doidos: Esquecemos durante todo o fim de semana que tínhamos que entregar o carro domingo a noite. L Pior é que ainda tínhamos um monte de coisas para fazer na Ville de Québec, mas sem chance. Quando nos lembramos e demos conta de que já estávamos ultra-atrasados, saímos correndo e nem nos despedimos decentemente! (tu béd, tu béd! rsrs)

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foto do “the end”    :(

Na volta pegamos um pouco de trânsito na estrada, volta de findi, sabe como é né? Mas nada que lembre a Anchieta ou a Castelo!! rsrs
Amigos, foi um prazer muito grande fazer essa viagem maravilhosa tendo vocês como companhia! Obrigada! Espero que possamos fazer essa viagem em outras estações do ano, pois tenho certeza que a Ville de Québec terá ainda muita coisa linda a nos mostrar, afinal as 539 fotinhas que fizemos ainda não são suficientes, hehehe!

bjocas
Lapin-Mère

 

 

 

Semana passada, fomos ao open-house do casal Mauro-Michelle.

Eles se mudaram em julho, mas de lá para cá tiveram parentes hospedados na casa deles, o que não permitiu que eles fizessem uma bagunça básica com os amigos.

Mas na ultima quinta-feira dia 14/08 fomos a forra!!

O casal (Mauro e Michelle) é muito fofo!

Para deixar o churras com cara de churras brazuca, fizeram delicioso-feijão-com-linguiça, delicioso-arroz, churras de picanha (Aliás, preciso dizer que a melhor picanha que comi na minha vida foi aqui no Canadá, como pode??), além de um delicioso patê no pão italiano que a Michelle fez que estava de arrasar.Além da ótima comida e bebida (cerva geladiiiinha), tinhamos principalmente a cia. de amigos (o casal anfitrião, Thiagão, Cenilia e Marcelo, E ainda conhecemos outros brasileiros que lá estavam, o Vander e o Rodrigo.

O ap. do Mauro é muito lindinho, todo modernosos e fica no Centre-Ville. Quando me falavam de alguém morava no Centre-Ville, eu imaginava aquelas biboquinhas igual no centro de São Paulo, sabe? Os famosos treme-tremes. Poréééééém (tudo tem um porém), eu estava enganada! (Tcharaaaam!) O Centre-Ville tem um lado que não é no meio daquele emaranhado de prédios modernos e comerciais, fica num canto mais sossegado e os prédios residenciais são bem novinhos. Adorei. Bem localizado, perto do metro e de todo comércio e centro financeiro. E ainda se tem uma vista linda do ap. do Mauro (que tem quintal, achei isso um must!). Olha a foto que Lapin-Fille fez do quinta do Mauro, onde estavamos fazendo a comelança:


inicio do por-do-sol


inicio da noite

 

 

 

Bjocas,

Lapin-Mère

Superando-me

Nossa mudança para o Canadá tem para mim um significado muito mais do que a mudança de país.
Vir para cá foi uma incrível e abrangente oportunidade

No que diz respeito a minha personalidade, foi uma grande oportunidade de melhorar o que eu acho que era bom, de corrigir as falhas, de fazer coisas que ainda não tinha feito, de não fazer mais coisas que eu fazia e me desagradavam, de não conviver mais com coisas que eu não gostava.

Aos poucos estou conseguindo alterar essas coisas e isso na minha concepção, chama-se progresso.

Sábado dia 09/08 foi um dia histórico para mim: Aprendi a andar de bicicleta!!!

Sim, é vero, a essa altura do campeonato, eu não sabia andar de bike!

Quando soube e vi a quantidade de ciclovias aqui no Canadá e toda uma cultura ligada a bem-estar, onde bike faz parte da rotina definitivamente, decidi que eu ia aprender. Se eu tinha aprendido andar de carro, eu ia conseguir aprender andar de bike.

Bom, eu sei de mais um monte de gente grande que tb. não sabem andar de bike, mas têm vergonha de admitir. Cada um na sua, né?
Pois é, dia 09 fomos a parque aqui em Laval, que fica a margem do rio para que eu pudesse começar minha bike-escola.
Instrutores Lapin-Père e Lapin-Fille. De brinde, levei uma paisagem magnífica em todo o trajeto, com casas que parecem de filme!
Depois de uma hora de comédia (cof, cof, digo: aula), gente, que emoção!!! CONSEGUI!!!!!!!!
Vocês não imaginam a felicidade em poder superar esse obstáculo!!
Sei que meus queridos husband e fille ficaram muito felizes por mim também, estava estampado na carinha deles!!  Claro que na primeira aula eu fiquei tensa, estressada e só consegui subir na bike com ajuda deles. Também não conseguia fazer curvas (ainda não estou muito boa nisso, hehehe). E olha que fofo, só levei um tombo-jaca!
Aliás, como sempre meu husband ta lá, me apoiando e incentivando em qualquer desafio!
Para me sentir em dia com tudo que deixei de fazer na juventude, ainda têm uma série de coisas (alguma importantes, outras aparentemente nem tanto) que eu estou decidida a aprender a fazer aqui, a saber:
- patinar
- patinar no gelo
- hockey
- esquiar
- jogar truco! TRUCOOOOOOO!!!

Depois dessa primeira aula, já saímos mais uma vez aqui pelo bairro com nossos vizinhos Dani e Ale, tadinhos, teste de paciência deles, rsrs…Com isso já aprendi ao menos subir na bike (meio bêbada, mas subo). Quanto às curvas, weeeeelll…. preciso treinar mais!

Fotinhas, claro, só da paisagem!!! huahuahau!


Beijocas,
 
 Lapin-Mère
 
 

Decidida a aproveitar meu último findi como desempregada, aproveitamos o tempo bom que finalmente fez (tem chovido pra dedéu em Montreal) e fomos conhecer o parque Olímpico e seu observatório. Esse observatório é a maior torre inclinada do mundo e eu acho uma construção lindíssima!

A vista de lá é maravilhosa!

 




Ficamos encantados com a beleza do ginásio, as piscinas, tudo.


Neste passeio tivemos a companhia de nossos queridos amigos Marcelo e Cenilia e da Siba, simpatississima amiga síria que eles conheceram num curso oferecido pelo MICC e que eles trouxeram para a tchurma.

Já no sabadão fomos a uma festança na casa dos Casal Boto-Botox-Botolino, etc…
Estavam lá além de nós e o casal anfitrião: Thiagão, Cenilia e Marcelo, Ale e Dani e um amigo do Mr. Boto, o Guilherme. Depois de umas boas horas de dedinho-de-prosa, rindo muito, depois de ter visto e revisto em tchurma antigos e novos sucessos do youtube, fomos pra casa de madrugada, digamos, ligeiramente altos, hehehe.

o que é um conglomerado de garotas-charmosas, não é mesmo minha gente*??? (rsrsrs) :

Clube do bolinha:

Mesmo assim, domingão, acordamos cedo para colher framboesas!! E mesmo assim perdemos o trem, pois chegamos um minuto atrasado na estação. Mas acabou sendo melhor pois fizemos um caminho alternativo e descobrimos que o alternativo era ainda mais bonito, mais curto e mais fácil !Estavam no passeio novamente casal Cenilia-Marcelo (ô povo que tem fôlego, tecontá viu!), Siba e o casal Marilia e Leandro.
 

 
olha que casinha mais fofiiiiinha que fica no caminho!
 

essa é a fazenda onde fomos colher, fica em Laval:
 
cão de guarda nada, é puro charme. cão blasé !!

timaço!!! rsrs

alta produção:




Ao voltarmos para Montréal, ainda fomos dar uma volta pelo Vieux-Port. Consegui finalmente levar a tchurma para conecer o restaurante Jardin Nelson.
Um amigo Montrealais tinha me apresentado esse restaurante umas semanas atrás e fiquei encantada. Achei que meus amigos brazucas tb. mereciam conhecer rapidinho esse tal de sô Nerso!
O restaurante tem um ambiente bem bonito e musica de primeira. A comida é deliciosa.
Geralmente há uma filinha básica na pórta, visto que Só Nerso, apesar de ser melhor, cobra a mesma coisa que os demais restaurantes da praça Jacques Cartier. A espera compensa!
 

 

 

  
Mais umas fotinhas de voltas pelo Viexu-Port antes de passar a regua no findi:

*parafraseando Regina 
 
 Bisous
Lapin - Mère

 

 

 

 

 

 

Falei para vocês num dos posts anteriores, que Anabelle parecia que já tinha emancipado o filhote adolescente né?

Pois é, ela ficou uns dias sumidinha, estávamos até preocupados, achando que algum gato da vizinhança havia feito alguma coisa má-muito-má!
Mas eis que ela ressurge com outro filhoooooooote!!! Que fofitcha!!!!
Depois demos uma de detetives e fomos descobrir onde é o ninho dela e achamos!!!

Agora ela voltou comer em nossa varanda, já tem um potinho de água para ela (sabe como é, a bichinha amamenta, tem que ter dieta equilibrada!!) e uns amendoinzinhos para o rebentinho tb.!!
Bjos
Lapin - Mère
 
 

 


she´s back!!!

qu´est-ce qu´il est mignon!! ou será mignonne?

ninho do baby!!
 

 

 

 

Todo nosso processo de imigração é composto de fases basicamente compostas de angustia, misturada com ansiedade e uma boa dose de espera.

É um grande exercício de paciência. Cada fase, cada passo dado, tem que aguardar o resultado, para dar outro.

Essa fase de angústia e ansiedade, pra mim, terminou só agora: CONSEGUI UM EMPREGO!

Gente, uma das coisas que mais me piram é ficar desempregada.

No Brasil, a pior coisa era ter que pegar o CVzinho e bater de porta em porta.

Ou então ter que passar por aquelas entrevistas em que o entrevistador pergunta com ar blasé: ”quais são seus 3 maiores defeitos? Como vc. se vê daqui a 5 anos? ”
Um porre né? De pinga barata ainda!

 

Vindo para o Québec, minha expectativa era que a coisa seria ainda pior.
Na verdade eu ficava desesperada porque eu não tinha a menor idéia do que era mesmo verdade em termos de mercado de trabalho Quebecois.

Li muita coisa em muitos blogs, comunidades, nas várias palestras do ministério da imigração aqui no Canadá, e tentei tirar minha própria conclusão, mas era angustiante não saber se minha conclusão era real ou não.

Também sempre tinha muita dúvida em que nível eu me enquadrava no francês e no inglês.

Bom, vou tentar deixar aqui os meus 2 cents em relação a emprego no Québec, claro, falando com base unicamente de como aconteceu comigo.

 

O começo:

1) Desde o Brasil eu mandava CV´s para ofertas que eu via no Jobboom. De todos os sites de emprego, eu só me cadastrei no Jobboom mesmo.

2) Enquanto eu estava no Brasil, nunca fui contatada para nenhuma das vagas que mandei CV.

3) Na segunda semana que estava no Québec, consegui um Rendez-vous com um agente da imigração especializado em dar as primeiras coordenadas no que diz respeito a trabalho aos recém-chegados. Levei meu CV a este encontro. Neste encontro descobri que a maneira como fazemos CV no Brasil está absolutamente fora dos padrões do CV que devemos fazer no Québec.
Aqui eles privilegiam a experiência e é isso que tem que ser colocado no inicio do CV. A formação acadêmica, na maioria das profissões, vai lá no fim do CV. Isso porque aqui, o título não vale muito coisa (dependendo da profissão, claro.), o que conta é o que o individuo sabe fazer por experiência e o que está apto a fazer (no caso de por exemplo ter aprendido na faculdade, mas não ter ainda experiência naquilo).

4) Reformulei meu CV conforme as dicas da Mme. lá da Imigração e mandei para algumas agencias que anunciaram no Jobboom.

5) a Mme da Imigração me inscreveu em uma oficina com duração de 4 dias (1/2 período) onde aprendemos noções de como preparar CV, carta de apresentação, importância da carta de recomendação e também uma aula rápida de historia e geografia. Desta forma, entendemos pq. o Québec é como é (em linhas gerais, claro). Também comentam neste curso sobre alguns direitos dos imigrantes.

6) Logo depois do curso acima, fiz um outro atelier de 3 dias, que o ministério mostra como se comporta o Quebecois no ambiente de trabalho e dá noções sobre o mercado de trabalho.
7) Somente depois de fazer a adaptação no CV é que recebi uma ligação de uma grande agência de replacement, me oferecendo uma vaga X. Uma vez interessada, eu fui fazer os testes na agencia, que durou umas 4 horas. Como estava buscando na vaga administrativa, tive que fazer teste de word e excel em francês. Fiz também teste de gramática escrita em francês e inglês. Depois entrevista em inglês e francês.

A menina da agência me disse que me ligaria para dizer se eu estava aprovada, eles iam verificar meus antecedentes (copia de documento meu devidamente entregue a eles).
8) Na terça-feira que a Lapin-Fille chegou (15/07), estávamos entrando no prédio quando meu celular tocou. Era a menina da agência dizendo que estava tudo ok com meus antecedentes (pense num dia duplamente feliz!!!) Continuou explicando que eu deveria começar trabalhar na segunda-feira da semana seguinte e me passaria os detalhes na sexta-feira antes de começar. Porém, em vez de fazer isso, ela ligou dizendo que eu não me apresentaria mais no lugar X, eu ia trabalhar no lugar Y (Na verdade não faz muita diferença, pois sou funcionária da agência). Com isso,o inicio atrasou 01 semana e comecei trabalhar dia 28/07.
9) Aproveitei essa semana de lapso para fazer mais uma oficina, o Club de Recherche d´Emplois no L´Hirondelle. Mesmo já estando com um emprego em mãos, nunca se sabe quando precisará de mais informações, ajuda de conhecidos, etc…
E foi ótimo, pois descobri que eles realmente ajudam muuuuuito os imigrantes. Essa unica semana que freqüentei a oficina (o curso completo dura 3 semanas, das 9 as 16), aprendi muita coisa interessante, como informações sobre leis trabalhistas, como melhorar CV, entrevista, direitos diversos, dicas diversas. Eles inclusive se dispoem a ser referência aos empregadores após o termino do curso, o que eu acho maravilhoso, pois muitos chegam aqui sem ninguém como referência.

Quem tiver oportunidade, vale mesmo a pena marcar com o pessoal do L´Hirondelle assim que chegar aqui, eles são muito especializados e atenciosos.

Parabéns especialmente para a Meryen, Regine et Rudy
Ah: ThanksGod, o emprego que consegui NÃO foi na área que eu atuava no Brasil. Quero dizer, é e não é. Minha formação é Administração com ênfase em comércio exterior.
Quase todo mundo chega aqui querendo trabalhar na mesma área, fazer equivalência nos estudos, etc… Eu fui exceção a regra. Embora eu tenha tido paixão por comércio exterior e logística, o Brasil me traumatizou e ando com saco cheio. Cansei de ter que ficar com celular ligado 24 horas por dia e 7 dias por semana, neguinho me ligando as 5:30 da manhã para dizer que o cntr. X tinha chegado com mercadoria avariada, de despachante me ligando dizendo que o motorista perdeu o horário de gate do navio, cansei de ter que fazer viagens regularmente a trabalho (principalmente com o caos aéreo, ngn merece), cansei, cansei, cansei…Por uns 3 anos pelo menos, eu gostaria de ficar fora disso tudo. Depois eu penso se volto ou não. Talvez aqui seja diferente, mas não quero pagar para ver.
Se tiver bem com meu trabalho, pagando minhas contitas em dia, juntando uma graninha para viajar A PASSEIO de vez em quando, digo adiós de vez aquela vida doida.
Mas acredito que bom mesmo é never say never!
No emprego atual, trabalho na área administrativa em um banco.
Depois eu faço um relato melhor do trabalho em si, mas posso dizer que estou adorando por enquanto.
Agora pude enfim, respirar 100% aliviada e posso dizer que estou 100% feliz!

PS: Eu ainda saio do trabalho as 4:00 pm e ainda tenho tempo de passear com a família e aproveitar o restinho do verão!!! Essa é mesmo a vida que pedi a Deus!
Bisous
Lapin - Mère

Eu falei a vocês em um dos posts anteriores que o nosso vizinho domou a esquila né?
Achávamos que isso já seria o supra sumo, mas depois decidimos que íamos tentar domesticar a esquila também.
Ficávamos receosos no começo, pois muita gente diz que eles podem ser agressivos, transmitir raiva, etc…Mas depois que vimos que o tiozinho do primeiro andar faz até cafuné na esquila e que ela come na mão dele e ainda cutuca o braço dele pedindo mais, chegamos a brilhante conclusão que ao menos a esquila-vizinha é saudável, afinal, o tiozinho conseguiu chegar numa idade beeeem avançada.
Sempre que iamos ao mercado, esquecíamos de comprar amendoim, mas neste dia 23, quando tínhamos ido fazer umas comprinhas pois a Lapin-Fille estava inspirada a fazer bolo de cenoura, finalmente lembramos de comprar.
Ao sairmos do mercado, atravessamos a rua e a esquila tava lá, no terraço do tiozinho, como de costume todo fim de tarde.
Ela já havia feito a refeição dela, mas mesmo assim resolvemos tentar.
Quando mexemos no pacote de amendoim, vcs. não vão acreditar, ela já veio andando para o nosso lado!!! Pérai, a esquila gostar de amendoim, vá lá, mas conhecer o barulho do pacote, já me pareceu demais!!
Ela ficou meio desconfiada, não sabia se chegava mais perto ou não… Então jogamos um amendoim para ela na grama. Ela comeu rapidinho e veio de novo para nosso lado, mas ainda desconfiada.
Ai a Lapin-Fille ficou segurando um amendoim na mão e fazendo umas onomatopéias, a esquila foi chegando, chegando e ZUM!
Pegou o amendoim e se afastou um metro para comer sossegada!!! Aaaaaaai, muito fofa! Eu amo quando eles sentam e ficam segurando o amendoim com as patinhas e comendo, é muito lindo!!
Mas não é só isso (Tabajara) !!! rsrs:
Subimos para nosso ap, que fica no 3° andar.
Nosso objetivo mesmo, era fazê-la freqüentar nossa varanda para comer lá em casa.
De lá de cima, a Lapin Fille ficou balançando o pacote de amendoim e fazendo barulho com o pacote para ver se ela subia!! E subiu!!! Liiiiiiiinda!!! Comeu um monte de amendoim na mão da Lapin-Fille de cima da sacada. Depois cutucou o braço da Lapin-Fille pedindo mais. Depois desceu no chão do terraço e comeu de novo na mão da Lapin-Fille.  E ficou lá com carinha de quero mais. Nós que tivemos que dar um basta na brincadeira, não queremos nossa foficha obesa… Mas deu um dó de deixá-la lá, com aquela carinha pidoooona!!
Ela tem um filhote que de vez em quando freqüenta os mesmos ambientes, mas ele já é um esquilo adolescente, acho que ele já está naquele período em que as mães falam para eles tomarem o rumo que outro rebento vira logo!
Bom, depois dessa, viramos íntimos e tivemos que batizá-la. O nome dela é Anabelle!

Segue uns dos filminhos que fizemos desta nossa conquista!
 
Parte 1 
 

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Muito fooooooofa!!

Teve fotinhas também:
 

 

Depois do show da esquila, teve o show do bolo da Lapin - Fille. Não ficou igual da Vó Lete, mas ficou lindo e gostoooso!! Não muchou, nem ficou torto!! Parabéns!! Deu trabalho achar o chocolate, mas valeu a pena!

 


huuuuuuuuuummmm… diliça!!!
 

 

Bjos

Lapin - Mère

Não tenho nenhuma saudade do Brasil. Pode até ser que daqui há alguns meses/anos eu venha a sentir falta.
Mas não tenho nenhum remorso por ter deixado, espero que de vez, o país em que nasci e vivi por 35 anos, pois este país virava as costas para mim todos os dias, apesar de todo esforço que fiz lá.

O que eu já tenho saudades é de algumas pessoas e coisinhas fofas que deixei para trás (ex. vide foto abaixo) 
Uma delas, foi meu “brodi” Celso, que fez niver dia 22/07. Foi uma luta falar com ele neste dia, pois o menino (irmãs mais velhas sempre acham que os irmãos mais novos são meninos) táva num dia brabo de trabalho, mas no fim do dia conseguimos falar com ele.
Pior foi receber uns dias depois uma foto feita na semana do niver dele, numa viagem que ele fez para visitar minha mãe. Quando dei de cara com a foto, me deu um no na garganta, um aperto no peito …   :(

Tivemos que ”Febenzar” a foto para publicar, pois ele não gosta de foto dele circulando pela net.
Detalhe: quem nos mandou a foto, nomeou-as: “amores” . Perfeito!!

Meu querido brodinho Celso, somos muito diferentes em muitas coisas, mas os muitos pontos que temos em comum é muito mais forte e as diferenças se tornam nulas. Tô com saudade ismino. Já até rolaram umas sessões Roland Orzabal&Curt Smith aqui em casa.
Bjão, B(…)

Lapin - Mère (&Soeur)

19/07
Aproveitamos o primeiro findi da Lapin-Fille no Québec para irmos ao Super Aqua Club.
O passeio foi organizado por um organismo que ajuda as famílias de Laval, na verdade é como uma associação de moradores. O nome é “Relais Famlial de Auteuil”

Pagamos uma taxinha para inscrever a família e com isso ganhamos super descontos nos passeios que eles organizam. Só cheguei a eles por dica de nossos vizinhos Ale e Dani.
Acordamos cedo no sábado (eu cedo, no sábado?? Só sendo passeio aquático mesmo!!!)
Parecia que seria um dia chuvoso mas enquanto estávamos no Relais esperando o ônibus da excursão, começou a sair Sol, na estrada voltou a chover e chegando no parque saiu um solão de rachar. Nós que somos gringos agora, acabamos ficando uns camarões!
Bão, quem me conhece de perto sabe que, embora eu só nade o nado-cachorrinho-manco, sou louca por água. Fico igual quiança quando vejo água, quero ir em tudo, ficar brincando na água, ir de novo, de novo, de novo!!!
Cada membro de nossa família teve um grau de aproveitamento, mas o meu foi 100%. Não ia arredar pé enquanto não fosse em todos os brinquedos. Ou melhor, 100% não,só 99%. Tinha um tobogã que parecia super legal, mas quando tentamos entrar a monitora disse que era só para criancinhas até 4 anos. Não adiantou eu argumentar que eu era uma eterna criança (no aspecto parques aquáticos, claro).
Na hora do almoço, um mini pique-nique embaixo das arvores, e tchibum de novo!!

Com toda essa vontade de brincar, esquecemos de pegar as máquinas fotográficas e não fizemos nenhuma foto dentro do parque. Pra falar a verdade, algumas vezes eu até lembrei, mas eu teria que escolher entre ir buscar a máquina (e depois levar de volta) lááááá no armário, ou ficar na fila e brincar, que claro, eu escolhi a segunda opção.
Pensei que faria foto antes de ir embora, mas foi um corre-corre para não perder o ônibus que realmente não teve como fazer  nenhuminha.

Para não dizer que não teve nenhum registro, tem a fotênha que copiei do blog da Savana (descuuuulpa Sa….) e as que baixei do site do parque.
Nossa-nossa mesmo, só da ida e da hora que estávamos esperando o ônibus para ir (aliás, ônibus escolar, daqueles dos filmes, que emoção, primeira vez que entrei e um, rsrs)

Bjos

Lápin - Mère.

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