
Trois semaines
-Prestes a completarmos 3 semanas em Montreal.
Gente, nesses dias todos foi um corre-corre danado, mas teve alguns momentos de relax também. Por esses motivos que vocês verão nos próximos posts, estive ausente do blog, mas agora vai!!! Acompanhem um poucão como foi tudo isso:
1ª. semana
04/06
Isso quer dizer que, por exemplo, a Av. Maisonneuve pode ter dois nrs. 800, um do marco zero para leste, outro do marco zero para o sentido oeste. O marco zero no sentido leste/oeste é a Saint Laurent.
Bom, primeiro dia em Montreal, sem mapa nas mãos (contávamos com internet para isso, mas chegando aqui ela não funcionou e ficamos a deriva…), como saber como chegar na tal da Maisonneuve?
A primeira pessoa que encontramos de manhã foi a sindica do prédio. Obvio, perguntamos a ela onde ficava aquele endereço. Ela não sabia, mas perguntou para alguém que sabia muito bem.
Estávamos com sorte, pois era só descer a rua na lateral do nosso prédio uns 4 quarteirões e bingo! Maisonneuve. Mais sorte ainda que era Leste!! Mais sorte ainda que era exatamente na esquina da rua que descemos com a Maisonneuve!
Chegando no prédio, um lugar suuuuuuuper organizado, com uma recepção bonita, um local para fazer uma filinha (uma pessoa na nossa frente só) e uma recepcionista que falava inglês e francês.
Por todos os lados, tudo escrito nos dois idiomas, tudo novinho, limpinho, funcionando, nem parecia órgão público.
A recepcionista pegou nossos dados copiados no documento e nos pediu para dirigir a sala de espera, onde havia umas 8 pessoas na nossa frente, que eram chamados pelos atendentes sempre com simpatia. Uns 10 minutos se passaram e uma simpática atendente veio me chamar, a segui até o guichê dela. Na verdade, como ela me pediu para segui-la, eu acabei sem perceber dando a volta e indo atrás dos guichês. Quando ela percebeu sorriu e disse: “não madame, é do outro lado“. (tóim-óim-óim!). Pedi desculpas e ela respondeu que não tinha problema, na verdade aquilo costuma acontecer umas 3 vezes por dia (pensei: nossa, tem mais gente burra neste mundo, rsrsrs), que ela que deveria ter explicado direito.
Ai começou a sessão de confirmação de nome meu e do husband, nome da mãe de ambos quando solteira e quando nascidas, como agente queria que ficasse a impressão da carteira, o que era nome e prenome, confirmação de endereço (sugestão: andem sempre com o contrato de locação ou conta de consumo para tirar esses documentos. Se ficar em casa de amigo ele tem que fazer uma declaração e você tem que apresentar um comprovante de endereço dele) bla bla bla…digitou, digitou, e já imprimiu uma cartinha com nosso nr de NAS. Eu não sabia que a gente já saia de lá com o nr. em mãos.
Explicou que a carteira propriamente dita, receberíamos em alguns dias e que era para anotarmos o nr. de asssurance mas não ficar andando com a carta.
O nr. do NAS não deve ser divulgado para locatários, lojas, etc. É extremamente pessoal e deve ser informado apenas para órgãos governamentais e claro para bancos quando vc. For abrir conta. Ela ainda explicou que deveríamos solicitar nosso Assurance Maladie, deu o endereço onde fazer isso e disse que aquele centro era de apoio ao Imigrante para auxilio a mercado de trabalho que tínhamos ali a nossa disposição internet para acessar sites governamentais, fax, impressora e telefone. Fui dar uma bisoiada nos micros e nas impressoras/fax. Tudo de 1ª. e tinindo! Mas o fax só pode ser usado para mandar CV´s para possíveis empregadores e a impressora tem limite de máximo 20 impressões.
Dia 13/06 (09 dias após esta visitinha) recebemos a carteira, com instruções de guarda-la em lugar seguro e não usa-la como uma identidade.
Saindo de lá, fomos procurar um mercado ou coisa do gênero para comprar umas coisitchas para fazer nosso primeiro almoço em terras canadenses.
Andamos ”pacaramba” e não encontrávamos. Já quase desistindo, vimos um aberto, sujinho, bagunçado e apertado que só vendo. Tinham uns chinas (eu acho) lá. Como eles não aceitavam cartão de crédito nem travellers e estamos durangos, fomos procurar um banco para trocar. Os próprios chinas nos disseram para ir na Saint Catherine, que é a primeira paralela a Maisonneuve. No Banco Laurentides trocamos 200 CAD em travellers que é o máximo que eles aceitam para quem não é correntista, cobraram CAD 2,00 (Ô roubo!!), muito melhor que no aeroporto. Compramos um básicão para preparar um almoço, pois ainda temos aquela ilusão que mercado grande vende mais barato (sou bobiiiinha), então deixamos para procurar um hipermercado depois e comprar mais mantimentos (palavra que caiu em desuso, meus pais falavam isso quando eu era criança, ou seja, pouco tempo atrás).
Chegando em casa, consegui pegar um pouco de sinal wi-fi e conectar e por acaso fui dar uma olhada numa pagina antiga do blog da Dani e do Ale que eu tinha deixado aberta.
Inacreditável, mas o post acima do que eu estava lendo (ou melhor, relendo) quando deixei aberta, falava exatamente que os mercadinhos eram os tais deppanneurs!!!
05/06 – Ainda dispostos a evitar pagar troca na troca de travellers ou IOF para o governo brasileiro usando cartões de crédito. Estávamos sem muito dinheiro, e só iríamos comprar os passes mensais só depois de troca, então resolvemos ir procurar nosso banco a pé.
Antes de vir para o Canadá, abrimos uma conta no HSBC do Brasil. Como ainda tínhamos como comprovar renda (estávamos na verdade em aviso-prévio), conseguimos que a conta fosse premier. Concentramos la nossas economias, de maneira o conseguir isenção de todas as taxas possíveis. Através de um depto. chamado de área internacional (Fica na Faria Lima, mas não tivemos que ir lá, foi tudo por tel ou nossa agencia), conseguimos preencher a documentação (simples) para abrir uma conta no HSBC de Montreal. Assim, nossa conta Premier no Canadá, foi aberta 20 dias depois de aberta a do HSBC Brasil. Recebemos os cartões de débito e talões de cheque ainda no Brasil. Porém para cadastrar senha, teríamos que comparecer a nossa agência em Montreal.
De posse de nossa declaração de saída definitiva do país, conseguimos transferir nosso patrimônio do Brasil para o Canadá sem pagamento de imposto (na verdade já pagamos nos anos anteriores IR para o governo Brasileiro). Quem não tem essa declaração e remete $$ ao exterior, paga mais de 27% de IR.
Chegando aqui, a remessa que tínhamos feito do Brasil já tinha sido creditada, foi tudo tranqüilo e rápido. Cadastramos as senhas e já ficamos com nossa conta em dia. Podemos sacar dinheiro nos caixas do HSBC, do Banco National du Canadá ou do Banco de Montreal sem pagamento de qualquer taxa. Conta Premier aqui não paga despesa de conta nem tem taxa para depósito dos travellers (entra na conta como se fosse $$$$). Porém, como não fizemos há muito tempo nosso cartão de crédito com HSBC Brasil, não tínhamos histórico com esse banco nem no Brasil. Se tivéssemos, esse histórico já poderia ter sido transferido para cá e já teríamos um cartão de crédito também. Então, fica a sugestão, quem puder ter o cartão no HSBC Brasil, fica fácil ter cartão assim que chegar aqui.
Saindo de lá, compramos o tal passe mensal do metro, que custa CAD 66,25 cada e fomos a Alfândega apresentar nossa lista de pertences que virão posteriormente para cá. O prédio da alfândega é lindo (foto abaixo), mas não pude tirar foto da parte interna. Mais uma vez fiquei maravilhada com a limpeza, organização e presteza do serviço público aqui. Para esta tal declaração, preenchi um formulário onde informo tipos de itens (Se tiver carro por exemplo) e qual valor estimado. Vários carimbos depois, a atendente explicou que aquilo era na verdade uma licença de importação, onde estávamos isentos de pagar imposto sobre nossos pertences até o valor declarado. Endereço da Alfândega é 400, Place D´Youville, no Velho Porto, Montreal.
Não tinha muita gente, esperamos um 10 minutos apenas.
Um senhor muito gentil nos atendeu. Fiquei passada com a beleza e limpeza dos guichês. Na verdade mini-escritórios o que cada atendente tem. Tudo novinho, parecem móveis da Tok&Stok. Ao contrario dos brasileiros, nada quebrado, nada rabiscado, em vez de um monte de post-it sujo pendurado de qualquer jeito e papel colado com durex veio, só uma fotinhas dos netinhos, alguns avisos fixados organizadamente com tachinhas, scannear du bão, impressora da boa. Cada um com seu scanner, uma laser para cada 2 guichês…
Até tentei tirar uma fotinha lá de dentro, mas o segurança me barrou (esse foi um mico-leão-dourado).
Infelizmente a antinha aqui esqueceu de levar a copia do contrário do ap. aqui.
Eles precisam de um documento que confirme o endereço. Mas pás de pânico!
Era só manar por fax até 20 de julho, endereçado ao SR. Richard, o atendente simpático que lhes falei.
Tentamos passar esse fax lá do centro onde fizemos o outro cartão, mas não conseguimos, o nr. estava ocupado o tempo todo! Deixamos para levar pessoalmente, já que tínhamos até dia 20/07 para fazer isso.
Dia 6 fomos conversar com a conselheira da imigração. (800 Maisonneuve Est)
Quando chegamos ao Canadá, fizemos conexão em Toronto, onde fizemos a imigração.
Como o trecho Toronto-Montreal era doméstico, não tivemos como ir a área internacional ao chegar em Montreal. Por esta razão, nosso primeiro encontro com o governo do Quebec não foi no aeroporto como muitos fazem. Tivemos que ligar para o telefone da Imigração do governo Federal (514-864-9191) durante a semana para marcarmos um horário com um conselheiro da Imigração Quebec.
Pois bem, lá chegando, uma moça muito simpática abriu nossa ficha (agora temos um nr. de cliente ) e nos orientou o que fazer (daquilo que ainda não teríamos feito, como assurance maladie, etc..). Informou telefones de centros de ajuda aos imigrantes. Estes centros oferecem cursos de francês, oficinas e orientação para adequação ao mercado de trabalho, entre outras coisas.
Deu os formulários a preencher para receber ajuda do governo federal e provincial para ajudar a educar os filhos (o que depende do declarado na IR de cada um, calculo e o valor a receber só eles sabem calcular).
Informou que a Lapin-Fille como adolescente não tem direito a francisação, ela vai para uma classe d´accueil, já que ela fala inglês, depois vai aprender francês direto na escola (inicia francês na Classe D´accueil, claro). Deu-me uma série de outros formulários, e deu um guia que funciona como passo-a-passo do imigrante. Também marcou para mim uma entrevista individual com uma orientadora de carreira.
A noite fomos ao mercado, e o Lapin-Père encontrou uma promoção de cervejas do tipo compreX, pague Y e ganhe uma caneca de brinde.
Depois dojantar ainda fomos dar uma volta nas imediações do Parc de La Fontaine, que é vizinho do ap. que estamos mas ainda não tínhamos tido tempo de colocar nossos pezinhos nem na calçada dele. Aproveitamos para pegar uns telefones de imóveis a locar, apesar de todo mundo dizer que aqui no Plateau custar ”os olhos da cara”.
Aliás, por onde andamos nestes dias todos, aproveitávamos para ficar pegando telefones e endereços de imóveis para alugar.
07/06
Sábadão de Sol Maravilhoso, levantamos e fomos dar uma olhada em preços de computadores no comércio. Lapin-Père tava precisando de um bom microso.
A tarde, fomos finalmente conhecer o Ale e a Dani. Já trocamos vários emails com eles e é curioso como apesar de não te-los encontrado pessoalmente antes, parecia que já os conhecia há anos.
Aliás, tinha essa sensação em relação ao Canadá também, acho que devido ao ano de vida cibernética intensa que vivi desde que apliquei para a imigração.
Pessoalmente eles não são simpáticos como no Blog não. SÃO MUITO MAIS!!!! Rsrs.
Fomos num café chamado Second Cup, para quem não conhece parece o Starbucks, tomei um café gelado muito bom e tagarelamos muito.
De fato “as pizza meu” estavam muito boas. Não era como as da La Vecchia, é vero, mas ai já é covardia comparar, rsrs, mas estavam muito boas mesmo. Ou seja, vamos sobreviver aqui sim!!
Entre uma garfada e outra, mais tagarelação (acho que eu falava 3 X mais que os outros participantes, prova disso é que demorarei para acabar minha pizza que foi a 1ª a chegar, hehehe). Para os que desejam saber sobre preços, em torno de CAD 10,00 a pizza individual.
Ale e Dani, obrigada pela companhia, vcs. são mesmo uns fofos.

(Nao sei se tenho Parkinson ou se nao sei usar a máquina. Acho que ambos, hehehe)
A cidade estava cheia de gente, era véspera da F1, me senti em plena 25 março, mas uma 25 de março chique né benhê??? Não fomos assistir os treinos nem a corrida, mas olha que interessante o cenário em uma das estações do metro:
08/06
Domingão resolvemos dar uma volta em Laval para fazer uma visita de reconhecimento. Descemos no metro Cartier e andamos por uns bairros residenciais na região muito bonitos. Depois saímos na Av. Laurentides que é bem comercial. Ali já não é bonito, como normalmente não é em nenhum bairro comercial do mundo.
Anotações feitas, partimos dali para o famoso Marche Jean Talon.
Gente que coisa linda esse mercado. Pra pessoas que escolheram a gula como seu pedado favorito, ali é o lugar. Eu sou boa de garfo, gosto desde coisitchas saudáveis como ”saladênhas e frutênhas”, até coisas que são boas para não envelhecer (porque mata antes) como queijos, doces pães, carne, embutidos, etc… A variedade de aromas e cores é uma festa para os olhos. Da vontade de comer tudo.
Já as amoras e framboesas, confesso que decepcionaram, são bonitas, mas o sabor…Prefiro as amorinhas lá do interiorrrrrrr onde eu morei.
Em volta tem umas ruazinhas que são dentro do mercado também, onde tem umas padocas artesanais. Gente, para uma formiguinha como eu, difícil manter a sanidade mental e estomacal diante daquelas vitrines. Comprei uma chocolatine em uma que chama AU PAIN DORÉ. Tive que parar para saborear cada pedacinho, pois é maravilhoso.

No domingo seguinte fomos de novo e achei outra padaria artesanal melhor ainda, chamada Première Moisson. La comi outra chocolatine, porém Chocolatine Aux Amandes. Gente, tenho que falar, sensação indescritível ao comer aquilo!! Fala sério, as farmácias daqui nem tem balanças free-grátis para a clientela!
A Première Moisson faz tambem outros produtos gourmandes, como fois gras, embutidos artesanais, geléias, etc…
















Erika,
Muito legal o post. Caprichado e recheado de informações.
Fico muito feliz que as coisas estão caminhando bem ai com vcs.
Ano que vem estaremos por ai tb e poderei conhecer vcs e a Dani e o Ale Tb.
Sucesso na jornada,
Au Revoir,
Jean e Camila
Vou comentar a parte mais importante, pois o post é muito grande…
Bit Burger foi a única Pilsen que eu repeti lá na Alemanha, mais amarga que nossa pilsen (como todas pilsen lá), e bem saborosa, foi a última cerveja que bebi em terras alemãs.
Beijo!
Oi Érika,
Adorei a parte das canecas! Eu tb adoro colecionar canecas e essa foi a lembrancinha do nosso casamento! Hehehe… Comprei uma linda aqui no Planetarium de Montréal! Foi muito legal.
Vamos aumentar a nossa coleção!
Bjos,
Marilia
oiii Lapins, tudo bem ai?
parabens pelo blog, super recheado de boas dicas e informações, eu estou me preparando para a partinda tbem, chegou ontem o depido do passaporte para emissao do visto, agora é de verdade.
gostei, em especial, da dica do banco de abrir uma conta no HSBC e a transferencia de dinheiro, nao que haver muito, mas…. o sofrido… rssss
como foi abrir esta conta, teve muitas dificuldades, e como é essa declaração de saída definitiva do brasil?
obrigado e muito sucesso em montreal, logo estarei ai tbem
Abraços
Juliano